A intervenção da vítima como assistente de acusação no processo penal: retomada de protagonismo ou mera vingança?
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Faculdade de Direito de Vitoria
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O papel da vítima no processo penal foi representado de diversas maneiras. O
ofendido já possuiu amplo protagonismo, em épocas como a da vingança privada,
bem como possuiu ínfima participação, como no período da vingança divina. Desse
modo, mostra-se imprescindível analisar o papel da vítima penal na história para que
se entenda o local no qual ela se encontra hoje. Ademais, a espetacularização do
processo penal promovida pelos grandes meios de comunicação traz impactos diretos
sobre a forma de se punir, de maneira que o sentimento de vingança passa a ser
vangloriado socialmente por uma imposição da agenda midiática. Como
consequência, são apontadas saídas “fáceis” para o fim da criminalidade, como leis
mais severas, forte repressão policial, abuso de autoridade, entre outras. Assim,
considerando esse contexto de forte vingança na sociedade, analisa-se a figura do
assistente de acusação, modalidade pela qual a vítima pode intervir no processo.
Investiga-se a respeito do interesse da assistência de acusação, o qual não pode se
tornar meramente vingativo, visto que isso seria contrário à vigência do suposto
sistema acusatório e com direitos e garantias fundamentais em que vivemos
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SALOMÃO, Mateus Cunha. A intervenção da vítima como assistente
de acusação no processo penal: retomada de protagonismo ou mera vingança?
2020. Trabalho de Conclusão de Curso (Bacharelado em Direito) - Faculdade de Direito de Vitória, Vitória, 2020.
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