O racismo ambiental no Brasil e seus reflexos na saúde: uma análise do uso do corante caramelo IV
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Publisher
Faculdade de Direito de Vitoria
DOI
10.22395/ojum.v16n32a10
Abstract
Propôs-se a analisar como a biopolítica interfere na efetivação do direito à
saúde e maximiza o racismo ambiental no Brasil, especialmente na utilização
do corante caramelo IV pela indústria alimentícia. Para tanto, a abordagem
metodológica foucaultiana demonstra-se adequada para a compreensão
das categorias biopolítica, biopoder e conflitos de poder. O emprego de
aditivos químicos nos alimentos industrializados é motivo de discussão na
área da saúde. Nos Estados Unidos da América, os órgãos governamentais
responsáveis pela saúde da população têm um controle rígido quanto à
utilização desse corante nos alimentos devido aos danos que podem ser
causados à saúde humana. Na América Latina, o Brasil tem destaque no
uso excessivo do corante caramelo IV, onde as indústrias fazem uso abusivo
dele nos alimentos, sem qualquer preocupação com a saúde dos cidadãos
e os direitos fundamentais. Isso denota outra forma de racismo ambiental
que a população brasileira enfrenta e sequer tem consciência. O poder
sobre a vida das pessoas se mostra em sua versão maléfica e prejudicial.
Os conflitos de poder, nesse caso, interferem negativamente na proteção
do cidadão, impedindo a efetivação do direito à saúde e maximizando o
racismo ambiental
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Citation
ABREU, Ivy de Souza; BUSSINGUER, Elda Coelho de Azevedo. O racismo ambiental no Brasil e seus reflexos na saúde: uma análise do uso do corante caramelo IV. Opinión Jurídica [online], Medellín. v. 16, n. 32, p. 229-243, jul./dez. 2017. Disponível em: http://dx.doi.org/10.22395/ojum.v16n32a10
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