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Feminismo negro: a luta por reconhecimento da mulher negra no Brasil

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Faculdade de Direito de Vitoria

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O Brasil se configura juridicamente como um estado Democrático de Direito fundado na dignidade da pessoa humana, na prática, porém se apresenta como uma sociedade recortada por desigualdades de gênero e raça. Sob as influências de uma matriz patriarcal a sociedade brasileira se constituiu em um sistema de relações sociais sexistas, que legitima a superioridade masculina em face da mulher. As heranças do passado escravagistas serviram de base à construção ideológica do racismo á brasileira, que sob o manto de uma falsa democracia racial, cria padrões de valores culturais no quais a raça negra é inferiorizada e estigmatizada. Na interseccionalidade entre as opressões de gênero e raça a mulher negra é duplamente vitimizada, tendo os seus direitos violados pelas opressões racistas e sexistas através de injustiças de natureza cultural e econômica que lhe excluem a dignidade e a cidadania. Essas injustiças causam tensões e conflitos sociais e impulsionam a ação política coletiva na luta por reconhecimento e redistribuição. A presente dissertação tem como problema a análise acerca da militância do feminismo negro no Brasil visando aferir a dimensão da sua luta por reconhecimento diante das imbricações da natureza econômica e cultural das opressões de gênero e raça. Como hipótese pretende comprovar que a luta por reconhecimento efetivada pelo feminismo negro apresenta a dimensão de luta por dignidade, incorporando as demandas de identidade e de redistribuição, o que se impõe diante da natureza bivalente das opressões perpetradas em face da mulher negra no Brasil. O método utilizado é o dialético e as bases teóricas são Axel Honneth e Nancy Fraser por meio da abordagem de suas teorias acerca do reconhecimento e redistribuição. Apresentam-se como objetivos a análise das ondas do movimento feminista, o racismo à brasileira e o feminismo negro enquanto instrumento de luta e resistência da mulher negra.

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ALMEIDA, Ceila Sales de. Feminismo negro: a luta por reconhecimento da mulher negra no Brasil. 2016. 114 f. Dissertação (Mestrado em Direitos e Garantias Fundamentais) - Programa de Pós-Graduação em Direitos e Garantias Fundamentais, Faculdade de Direito de Vitória, Vitória, 2016.

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