A influência patriarcal na invisibilidade da violência psicológica sofrida pela mulher
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Faculdade de Direito de Vitoria
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As relações conjugais marcadas pela violência psicológica representam uma questão complexa, multifacetada e extremamente sutil ao ponto de passar despercebida na maioria dos casos. A falta de percepção da realidade é consolidada pelos resquícios patriarcais que naturalizam o fenômeno da violência contra a mulher até os dias atuais. Esse processo acontece na medida em que os meios de comunicação e de conhecimento difundem simbolicamente os papéis sociais de cada indivíduo ao considerar unicamente a perspectiva de gênero. Dessa forma, a sociedade reproduz de maneira inconsciente, práticas e valores que legitimam ou toleram o homem que usa da violência para garantir a ordem no ambiente doméstico. O poder simbólico acontece de modo velado e despercebido na medida em que reforça a submissão feminina ao homem, como ocorre na sociedade patriarcal. A naturalização sociocultural das discriminações contra a mulher é o meio mais simples de potencializar a suposta grandeza masculina. Assim, fortalece a insensibilidade do discurso comum em ignorar a violência psicológica, o que intensifica o sofrimento das vítimas que criam verdadeiro muro de isolamento que dificulta a percepção e o combate dessa grave violação de direitos.
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