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Adoção tardia e o longo caminho das crianças institucionalizadas: um diagnóstico da realidade

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Faculdade de Direito de Vitoria

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O presente trabalho buscará desenvolver uma análise a respeito das adoções de crianças maiores no Ordenamento Jurídico brasileiro, traçando-se um diagnóstico dos principais elementos que envolvem os processos de adoção, bem como dos entraves que se apresentam à efetiva colocação de crianças e adolescentes em famílias substitutas. Atualmente no Brasil, para cada criança e adolescente disponível para adoção junto ao Cadastro Nacional de Adoção (CNA), existem pelo menos cinco famílias dispostas a acolhê-los em seus seios familiares e a tomá-los como filhos. No entanto, a incompatibilidade entre a criança sonhada e a criança disponível, assim como a burocracia e os entraves operacionais que rodeiam os processos de adoção, fazem com que esses menores institucionalizados acabem por perder a chance de serem integrados em uma família substituta, sendo obrigados a trilharem seus caminhos em direção a longos e solitários anos em instituições de acolhimento e programas de acolhimento familiar. Assim sendo, o tempo se faz fundamental na busca das crianças e dos adolescentes por uma família que os acolha como filhos, em razão dos inúmeros preconceitos, mitos e inseguranças que envolvem as adoções de crianças mais velhas, conhecidas como adoções tardias. Dessa forma, por ser a idade um fator de exclusão de perfil, é necessário que os processos de adoção se desenvolvam de forma célere e eficiente, tendo em vista que, dia após dia, ao crescerem, a adoção acaba por se tornar mais distante para as crianças e os adolescentes que se encontram institucionalizados nos abrigos do Brasil.

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