Lei Mariana Ferrer: a ponderação entre o direito à ampla defesa e a dignidade das vítimas nos crimes sexuais
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Faculdade de Direito de Vitoria
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A presente pesquisa analisa a Lei nº 14.245/2021, conhecida como Lei Mariana Ferrer,
sob a ótica da colisão de direitos fundamentais no processo penal brasileiro. O
trabalho investiga se a legislação, que veda práticas atentatórias à dignidade da vítima
e de testemunhas em audiências, viola o direito de ampla defesa do réu, ou se
estabelece uma necessária ponderação entre essa garantia e a dignidade da vítima.
A partir de uma metodologia de pesquisa bibliográfica-doutrinária e documental, o
estudo percorre a evolução histórica da vítima no sistema penal, o surgimento da
Vitimologia e o conceito de revitimização institucional, utilizando o caso Mariana Ferrer
como marco paradigmático da falência estatal. No plano constitucional, o trabalho se
fundamenta no Princípio da Proporcionalidade de Robert Alexy para sopesar a ampla
defesa (Art. 5º, LV, CF/88) contra a dignidade da pessoa humana (Art. 1º, III, CF/88).
Conclui-se que a Lei Mariana Ferrer não cerceia a defesa, mas sim a qualifica,
impondo limites éticos ao abuso de prerrogativas processuais. A lei atua como
instrumento de proteção à integridade psíquica da vítima contra a violência
secundária, exigindo do magistrado um papel ativo como guardião da dignidade no
ambiente judicial, em consonância com o Estado Democrático de Direito e os tratados
internacionais de direitos humanos.
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Citation
MENDES, Eduarda Ramos Castro. Lei Mariana Ferrer: a ponderação entre o direito à ampla defesa e a dignidade das vítimas nos crimes sexuais. 2025. 35f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Direito) – Faculdade de Direito de Vitória, Vitória, 2025.
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