A proteção contra a dispensa arbitrária como direito fundamental
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Faculdade de Direito de Vitoria
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O presente trabalho busca demonstrar que a proteção do empregado contra a dispensa
arbitrária no Brasil mostra-se insatisfatória, em razão da interpretação inadequada que vem
sido dada ao art. 7°, I, da CF/88, aliado à inércia do legislador ordinário em regulamentar o
dispositivo em apreço. Para alcançar o fim pretendido, este estudo explicita as etapas de
desenvolvimento do labor humano na modernidade, evidenciando a ascensão do valor dado ao
trabalho no capitalismo industrial e a sua conseqüente crise, diante de um cenário permeado
pelo modelo capitalista pós-industrial, caracterizado pela utilização de alta tecnologia. Feita
esta análise crítica da história do trabalho no período moderno, procura revelar formas de
revitalização do movimento operário, para que este passe a funcionar como um agente da
emancipação social, devolvendo ao labor o seu papel de instrumento garantidor da cidadania e
da dignidade humana. Visto isto, passa-se a defender a fundamentalidade dos direitos sociais
trabalhistas, etapa essencial para compreender o núcleo do problema deste estudo, o qual gira
em torno do art. 7°, I, da CF/88. A partir de então, inicia-se um esforço para compreender
como se desenvolveu a proteção do empregado contra a dispensa arbitrária ou sem justa causa
no ordenamento jurídico interno, culminando com a análise das discussões ocorridas na
Assembléia Constituinte de 1987, a qual deu origem ao art. 7º, I, da CF/88. Neste momento,
passa-se a verificar as nuances do dispositivo em comento, explicitando a interpretação
dominante da doutrina pátria acerca desta norma, bem como a interpretação mais adequada do
referido artigo, de acordo com uma leitura integrada com os demais direitos fundamentais
consagrados na Constituição Federal de 1988. Nesta perspectiva, tendo em vista a inércia do
legislador ordinário em regulamentar a matéria, passa-se a expor os limites que este deverá
encontrar, levando em consideração a valorização do trabalho como fundamento da República
e o princípio implícito da proibição do retrocesso social. Por fim, conclui-se o trabalho com a
apresentação de uma proposta emancipatória para a proteção do empregado contra a dispensa
arbitrária no Brasil, a qual seja capaz de coibir os abusos empresariais e refrear o intenso
processo de desemprego e rotatividade de mão-de-obra.
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Citation
BORTOLON, Mariana Cavarra. A proteção contra dispensa arbitrária como direito fundamental. 2009. 153 f. Dissertação (Mestrado em Direitos e Garantias Fundamentais) - Programa de Pós-Graduação em Direitos e Garantias Fundamentais, Faculdade de Direito de Vitória, Vitória, 2009.
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