Os desafios do processo de curricularização da extensão nos cursos de direito: o graduando-cidadão como agente de efetivação de direitos fundamentais
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Faculdade de Direito de Vitoria
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Este estudo parte da abordagem crítica de extensão universitária como comunicação, elaborada por Paulo Freire, para analisar quais seriam os potenciais caminhos para a curricularização das práticas extensionistas nos cursos de Direito, visando a formação de um graduando-cidadão na busca pela efetivação dos Direitos Fundamentais. A pesquisa é orientada pelo referencial teórico Freiriano, especialmente a categoria da extensão como comunicação da universidade com a sociedade, sendo o estudo direcionado para analisar criticamente o paradigma da educação bancária, sua predominância no histórico dos cursos de Direito e sua influência na extensão universitária, objetivando analisar como a formação do graduando em Direito pode contribuir para a efetivação dos Direitos Fundamentais na sociedade. O método utilizado para o desenvolvimento da pesquisa foi o dedutivo, essencialmente por meio de levantamento bibliográfico e documental. Para tanto, em um primeiro momento, identificou-se os problemas relacionados à educação jurídica, a partir de um escorço histórico de sua formação, bem como o contexto de inserção da extensão universitária e suas bases normativas. Posteriormente, a extensão universitária foi analisada sob o enfoque da formação humanística dos estudantes de Direito, principalmente a partir da Resolução CNE/CES nº 07/2018. Em momento seguinte, são então analisadas as possibilidades para a curricularização das atividades extensionistas nos cursos de Direito, a partir da extensão como comunicação, tal qual proposta por Paulo Freire, estabelecendo as relações dessa proposta com a Resolução CNE/CES nº 05/2018, que estabelece as Diretrizes Nacionais dos Cursos de Direito no país. Por fim, entendeu-se que é preciso romper com as bases do ensino bancário, promovendo uma educação baseada no tripé indissociável composto pela pesquisa, pelo ensino e pela extensão. Desta forma, questões como cidadania, participação social, acesso à justiça e promoção dos direitos humanos são discutidas no contexto da educação jurídica. Além disso, são apresentadas reflexões sobre como a integração da extensão no currículo pode ampliar a visão dos estudantes e capacitá-los para atuarem de forma mais comprometida com a justiça social e o respeito aos direitos fundamentais, sendo eles um instrumento para o rompimento do senso comum teórico dos juristas, que se apresenta como uma conformação de conceitos e paradigmas impostos à sociedade. Por meio de uma análise crítica e propositiva, fomenta-se a busca de subsídios para a melhoria da educação jurídica no Brasil, destacando a importância da formação do
graduando-cidadão como agente de transformação e promoção da cidadania. Ao final, são apresentadas propostas de possíveis caminhos para aprimorar o processo de curricularização da extensão, visando uma formação mais completa e engajada dos futuros profissionais do Direito.
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NASCIMENTO, Elis Pilon do. Os desafios do processo de curricularização da extensão nos cursos de direito: o graduando-cidadão como agente de efetivação de direitos fundamentais. Orientador: Gilsilene Passon Picoretti Francischetto. 2024. 131 f. Dissertação (Mestrado em Direitos e Garantias Fundamentais) - Programa de Pós-Graduação em Direitos e Garantias Fundamentais, Faculdade de Direito de Vitória, Vitória, 2024.
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