A teoria das inteligências múltiplas e suas contribuições para uma educação jurídica emancipatória
Loading...
Date
Authors
Orientador
Membros de banca
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
Faculdade de Direito de Vitoria
DOI
Abstract
A partir da Revolução Industrial e da transformação tecnológica do Ocidente, cresceu a valorização da
escolarização e da acumulação de conhecimento científico pela humanidade. A ideia de inteligência,
nesse sentido, se vincula à ideia de racionalidade científica e representa uma das variáveis que compõe
esse quadro de mudanças. Ocorre que, diante do desacordo entre as promessas de melhoria da vida
da humanidade feita pela modernidade cientificista e a persistência de problemas graves como a
guerra, a fome e o desemprego mundiais, cresce a relevância das críticas de suas limitações, o que
também significa colocar em xeque a noção sobre inteligência. Portanto, considerando a perspectiva
crítico-epistemológica e crítico-pedagógica concernente à emancipação de Boaventura de Sousa
Santos, o objetivo constitucional do pleno desenvolvimento da pessoa e as mais recentes diretrizes
curriculares do curso superior em Direito, este trabalho se pergunta se é possível adequar a Teoria das
Inteligências Múltiplas de Howard Gardner para a promoção de uma educação emancipatória, legal e
constitucionalmente adequada à educação jurídica brasileira. A hipótese do trabalho é que teoria
gardneriana é compatível com a posição crítica de Santos, oferece uma perspectiva interpretativa do
objetivo constitucional para educação brasileira de fomentar o pleno desenvolvimento da pessoa e das
Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de graduação em Direito. Por assim ser, concluímos com
uma breve análise da possibilidade dos indicadores do Instrumentos de Avalição de Cursos de
Graduação apontarem Instituições de Ensino Superior (IES) que pratiquem a atividade docente
baseada nas múltiplas inteligências. A teoria de Howard Gardner parte da Psicologia, mas combina
informações de fontes como a Biologia, Neurologia e Antropologia para criar um conceito próprio de
inteligência humana que defende a sua multiplicidade, nivelamento de valor e disposição à influência
social. Dada a capilaridade pedagógica da teoria, o autor critica a utilização exclusiva dos testes
parametrizados como o do coeficiente de inteligência (QI) que a entendem como uma unidade e
valorizam somente duas das nove categorias identificadas por Gardner, quais sejam, a inteligência
linguística e a lógico-matemática. Por assim ser, essa dissertação se utiliza da metodologia dedutiva
para defender que o estudo em questão ressoa nas lições de Santos quanto à crítica a indolência da
racionalidade moderna e sua inaptidão para aos desafios contemporâneos e o atendimento às
populações periféricas do capitalismo. No mesmo sentido, deduz a partir dos relatos constituintes
pertinentes ao objetivo constitucional do pleno desenvolvimento e das inovações das diretrizes
curriculares para o curso jurídico, a repercussão da Teoria das Inteligências Múltiplas nos âmbitos
constitucional e legal brasileiro. Por fim, quanto ao sucesso do Instrumento de Avalição em comento,
nota que a insuficiência de indicadores e a superficialidade de menções úteis ao propósito corrente,
não permitem uma avaliação adequada das IES dedicadas à educação das inteligências
Description
Keywords
Citation
AVANCE FILHO, Gilberto. A teoria das inteligências múltiplas e suas contribuições para uma educação jurídica emancipatória. Orientador: Gilsilene Passon Picoretti Francischetto. 2021. 150 f. Dissertação (Mestrado em Direitos e Garantias Fundamentais) - Programa de Pós-Graduação em Direitos e Garantias Fundamentais, Faculdade de Direito de Vitória, Vitória, 2021
Collections
Endorsement
Review
Supplemented By
Referenced By
Rights and licensing
Acesso Aberto
