O diálogo entre bioética e direito na manutenção das medidas protetivas: uma análise do dissenso institucional e a solução principiológica do tema repetitivo 1.249
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Faculdade de Direito de Vitoria
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A presente pesquisa objetiva demonstrar como o dissenso hermenêutico
institucional entre a Promotoria de Justiça de Defesa da Mulher de Vitória/ES e a 1ª
Vara Especializada em Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher de Vitória/ES
sobre a vigência das Medidas Protetivas de Urgência (MPUs) foi solucionado pelo
Superior Tribunal de Justiça (STJ). A pesquisa, de natureza bibliográfica e
documental, trata a questão como um 'caso difícil' à luz da teoria de Ronald Dworkin,
examinando a colisão entre a perspectiva ministerial, pautada na Bioética de
Intervenção e na proteção baseada no risco, e a prática judicial, apegada a uma
lógica de temporalidade que gerava violência institucional. Como resultado,
constata-se que a decisão no Tema Repetitivo 1.249 consolidou uma solução
principiológica, estabelecendo que a duração das medidas se vincula à persistência
da situação de risco, e não a um prazo predeterminado. Conclui-se que o STJ, ao
inverter o ônus probatório sobre a cessação do perigo, não apenas pacificou a
controvérsia, mas reafirmou o paradigma protetivo da Lei nº 11.340/06, erradicando
uma prática de violência institucional e garantindo maior efetividade aos direitos
humanos das mulheres.
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Citation
ANDRADE, Patrick Guimarães. O diálogo entre bioética e direito na manutenção das medidas protetivas: uma análise do dissenso institucional e a solução principiológica do tema repetitivo 1.249. 2025. 45f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Direito) – Faculdade de Direito de Vitória, Vitória, 2025.
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