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Ética do explícito: crítica ao racionalismo, à agnosia moral e ao desprezo pela razão complexa e pelo pensamento noético

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Faculdade de Direito de Vitoria

DOI

10.12662/2447-6641oj.v22i39.p1-34.2024

Abstract

Objetivo: O artigo pretende demonstrar como determinado tipo de racionalismo, ao promover a indiferença pela complexidade da condição humana e o desprezo por possibilidades epistemológicas mais integrativas, pode induzir a uma habituação moral capaz de insensibilizar eticamente o ser humano diante dos fenômenos que ofendem a existência do outro. Metodologia: A abordagem metodológica utilizada se serve da filosofia retórica aplicada à revisão de literatura por meio do método hipotético-dedutivo. Partindo de textos de autores e propósitos distintos, o artigo desenvolve retórica estratégica útil para criticar determinadas formas de lidar com fenômenos constituintes da realidade material, realçando sua naturalizada incompletude. Resultados: O desenvolvimento do trabalho permitiu organizar conceitos e ideias demonstrativas da efetiva agnosia moral produzida por modos de pensar que desafetivam os fenômenos relevantes nas interações humanas, sejam entre humanos, sejam destes com o meio ambiente. A partir dessa organização argumentativa, pôde-se criticar, a partir dos referenciais teóricos utilizados, a redução epistemológica causada pelo racionalismo, fenômeno que está na origem da ética do explícito. Contribuições: A conceituação dessa modalidade de expressão ética permite introduzir, no debate sobre temas morais caros ao direito e à política, reflexões sobre a dessensibilização do pensamento racional, ocorrência que termina por criar culturas refratárias à alteridade e à razão compassiva, somente se sensibilizando diante da explicitude de seus efeitos negativos.

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Citation

PEREIRA, Caleb Salomão; ADEODATO, João Maurício. Ética do explícito: crítica ao racionalismo, à agnosia moral e ao desprezo pela razão complexa e pelo pensamento noético. Revista Opinião Jurídica, Fortaleza, v. 22, n. 39, p. 1-34, jan./abr. 2024. DOI:10.12662/2447-6641oj.v22i39.p1-34.2024. Disponível em: https://periodicos.unichristus.edu.br/opiniaojuridica/article/view/4511/1863

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