O encarceramento da essência: trabalho estranhado e sistema penal na sociedade capitalista
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Faculdade de Direito de Vitoria
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O trabalho, como categoria fundante do ser social, constitui-se na mais primordial base por meio da qual o homem cria o mundo e cria a si mesmo. Por outro lado, o ser social também desenvolve determinadas formas históricas que produzem uma relação hostil entre o próprio homem e o trabalho; trata-se do processo do estranhamento do trabalho. Além disso, o desenvolvimento do sistema penal, também como forma histórica, está inerentemente ligado ao desenvolvimento do capitalismo e da forma de trabalho estranhado próprio desse modo de produção. O presente estudo busca identificar como a relação histórica entre trabalho estranhado e sistema penal se constrói. Para tal, faz-se uma análise em quatros momentos da história: a gênese do capitalismo, a Revolução Industrial, o período dos “anos dourados” e os anos neoliberais. Dessa forma, é possível identificar como o sistema penal contribui para o processo de negação do trabalho, concebido em sua essência.
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