O absurdo da teoria do direito brasileiro em tempos de pandemia: conjecturas a partir da obra "A Peste", de Albert Camus
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Faculdade de Direito de Vitoria
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O artigo analisa o desenvolvimento da teoria do direito brasileiro, no contexto da pandemia da Síndrome COVID-19, em 2020, com enfoque na ciência normativa, a partir da perspectiva filosófica do absurdo exposto na obra "A peste", de Albert Camus, (1913-1960). Desde o começo do ano de 2020, o Estado Brasileiro foi colocado diante da problemática global do contágio errático e acelerado do vírus SARS-CoV2. Grande quantidade de textos normativos foram editados, em todas as esferas da federação, para justificar a ação pública estatal, em prol do controle social jurídico. Os constantes entreveros do poder, somados à desaceleração econômica forçada pelo isolamento social, trouxeram elementos de desconfiança e negação da ação estatal, mesmo embasada pelo direito. Situação próxima é vista em Camus, que em quem se verifica que, à vista de uma epidemia, o pior dos indivíduos fica à mostra, porquanto se abandona a coesão social de solidariedade. A metodologia empregada tem foco em pesquisa bibliográfica. A conclusão identifica a presença da mesma negação presente no aburdo, já apregoada pelo pensador argelino em meados do século XX, o que representa, na esfera pública, uma ameaça à continuidade da higidez democrática.
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BUSSINGUER, Elda Coelho de Azevedo; SOUZA, Alberto Dias de. O absurdo da teoria do direito brasileiro em tempos de pandemia: conjecturas a partir da obra "A peste", de Albert Camus. Anamorphosis: Revista Internacional de Direito e Literatura, Porto Alegre, v. 7, n. 2, p. 471-501, jul./dez., 2021. Disponível em: https://doi.org/10.21119/anamps.72.471-501
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