Elitismo democrático: a demofobia schumpetereana enquanto paradigma teórico moderno
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Faculdade de Direito de Vitoria
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O presente trabalho tem como finalidade analisar uma das teorias da democracia, a qual se vincula ao pensamento liberal dominante no século XXI tendo como principal referência o austríaco Joseph Schumpeter e sua obra “Capitalismo, Socialismo e Democracia”. A apreciação da teoria schumpeterana ocorre à luz de críticos da teoria democrática moderna, como Luis Felipe Miguel e sua tese da teoria do elitismo democrático, atrelado ao entendimento de “democracia demofóbica” de Thais Aguiar, quem interpreta que as teorias da democracia clássica são fundadas no medo do povo, de maneira que a consolidação dos pilares democráticos se fundam em uma ideia de alijar o povo do processo democrático, ou seja, a capacidade decisória do povo é reduzida à democracia representativa, qual seja, o voto. Assim sendo, usa-se ainda elementos de escritos de C. Wright Mills para identificar a construção da democracia estadunidense a partir do estudo de conceitos como elite e sua formação na política dos Estados Unidos da América, bem como texto de Noam Chomsky para reforçar a interpretação da tradição política dos EUA. Identificando, deste modo, a conexão entre a teoria demofóbica e elitista que traz o discurso de democracia moderna e a sua aplicação prática, ficando claro o seu sucesso no que tange manter uma camada social dominante dos poderes político e econômico e usando a própria ilusão de democracia enquanto governo do povo para evitar a participação deste das decisões políticas.
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