Antecipar para proteger: a jornada climática do Espírito Santo
Loading...
Date
Authors
Orientador
Membros de banca
Journal Title
Journal ISSN
Volume Title
Publisher
Faculdade de Direito de Vitoria
DOI
Abstract
A memória da água é longa e, no Espírito Santo, ela se confunde com a mémoria das perdas. Por décadas, a chuva forte não era apenas um fenômeno meteorológico; era um prenúncio de caos, um ciclo de destruição que se repetia com a pecisão de uma tragédia anunciada. Em Vila Velha, a cidade que por muito tempo carregou o apelido amargo de "Veneza Capixaba", a água invadia a vida sem pedir licença. Aproximadamente 30 mil famílias tinham água dentro das suas residências, perdendo o pouco que tinham e trazendo à tona a imagem de um desastre em câmera lenta. Era uma normalização da crise, um trauma coletivo que ensinava aos cidadãos uma lição de importância. A nova abordagem foi encapsulada em um lema que passaria a nortear todas as ações do governo: "antecipar para proteger". Essa não era ape-nas uma frase de efeito, mas a síntese de uma nova doutrina de governança. Uma doutrina que entende que a verdadeira segurança não está na capacidade de reconstruir, mas na inteligência de evitar a destruição. O governador traduziu essa visão em ações diretas e pragmáticas, focadas em resultados concretos. Em vez de discursos, a busca por soluções tangíveis. Essa menta-lidade deu início à construção de um verdadeiro arsenal de resiliência, uma arquitetura complexa e integrada de políticas públicas, infraestrutura e inovação financeira.
Description
Keywords
Citation
ESPÍRITO SANTO (Estado). Antecipar para proteger: a jornada climática do Espírito Santo. Organizado por João Vitor Santos Silva, Bruno Lamas Silva e Elda Coelho de Azevedo Bussinguer. Vitória: Editora Universidades, 2026. (Coleção Espírito Santo: Gestão Transformadora, Impacto Humano, v. 3).
Collections
Endorsement
Review
Supplemented By
Referenced By
Rights and licensing
Acesso Aberto
