Desafios para a criminalização da violência obstétrica no Brasil
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Faculdade de Direito de Vitoria
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O presente estudo aborda a violência obstétrica como uma das formas de violência
contra a mulher, enquadrando-a dentro do contexto da Lei Maria da Penha (Lei n.
11.340/2006). A pesquisa discute a evolução histórica do parto, destacando a
transição do ambiente domiciliar para o hospitalar, e os impactos negativos da
medicalização excessiva na autonomia feminina. A violência obstétrica é
caracterizada como atos praticados contra a mulher durante o ciclo gravídicopuerperal, podendo ter repercussões físicas e psicológicas severas. Dados
estatísticos apontam que a prática é comum no Brasil, especialmente no Sistema
Único de Saúde (SUS), onde a taxa de ocorrência chega a 45%.
A pesquisa analisa as barreiras sociais, legais e éticas para a criminalização da
violência obstétrica, considerando a ausência de um tipo penal específico que a
defina e puna adequadamente. A revisão de literatura destaca que, atualmente, a
legislação brasileira prevê apenas medidas civis e administrativas para os casos de
violência obstétrica, sendo insuficiente para garantir a devida responsabilização dos
infratores. Apesar da existência de projetos de lei em tramitação, a criminalização
encontra obstáculos, como o princípio do Direito Penal Mínimo e dificuldades na
tipificação da conduta.
A metodologia utilizada baseia-se em pesquisa bibliográfica e documental,
analisando referências teóricas e dados de instituições como a Fiocruz. A conclusão
evidencia a necessidade de uma resposta jurídica mais efetiva para a violência
obstétrica, considerando que sua criminalização contribuiria para a proteção dos
direitos das mulheres e a humanização do atendimento obstétrico
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Citation
NASCIMENTO, Milena Rodrigues. Desafios para a criminalização da violência obstétrica no Brasil. 2025. 31f. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação em Direito) – Faculdade de Direito de Vitória, Vitória, 2025.
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