Adoção embrionária: uma alternativa para reduzir o número de embriões criopreservados nas clínicas de reprodução humana assistida
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Faculdade de Direito de Vitoria
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As técnicas de Reprodução Humana Assistida têm evoluído significativamente nos últimos anos e, em razão de sua eficiência, inúmeros embriões acabam sendo criopreservados com o intuito de se evitar gravidezes múltiplas. Ocorre que a quantidade de embriões congelados nas clínicas de procriação assistida vem se elevando de tal forma que chamou a atenção dos estudiosos acerca de suas possíveis destinações, a fim de reduzir tal número. O Conselho Federal de Medicina, em sua Resolução n° 2.168/2017, autoriza o descarte e o encaminhamento desses embriões para pesquisas científicas. No entanto, majoritariamente, entende-se a vida tendo início desde a concepção e, por isso, tais destinos seriam inviáveis, haja vista ceifarem a vida ali existente. À vista disso, a adoção de embriões se apresenta como sendo a alternativa mais condizente com os parâmetros éticos atuais, além de propiciar aos casais inférteis a tão sonhada maternidade/paternidade.
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