Funk: o grito esguelhado do morro por liberdade
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Faculdade de Direito de Vitoria
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O presente trabalho pretende contribuir para o debate acerca da criminalização do funk. Subjacente à criminalização do movimento, existe um processo de violência mais amplo: a negação de direitos fundamentais e a criminalização da pobreza. Objetiva-se demonstrar que o funk pode ser considerado um mecanismo político de resistência, capaz de dar voz ativa às camadas sociais mais vulneráveis. Para tanto, parte-se da experiência de campo realizada junto ao DJ Jean Du PCB. A empreitada se deu em dois dias. O primeiro capítulo analisa o contexto político-jurídico de estigmatização do funk desde o seu surgimento, em meados da década de setenta, até os dias atuais, em que o gênero domina parte significativa da produção da indústria fonográfica nacional e se estende a outros grupos da população. O segundo capítulo trata da criminologia crítica e da criminologia midiática enquanto metódica para a compreensão da criminalização da pobreza, bem como dos reflexos de violência do neoliberalismo sobre as camadas mais pobres da população e sobre o próprio movimento do funk. O capítulo terceiro, por fim, descreve o trabalho de campo realizado pela pesquisadora junto ao músico Jean Du PCB, apontando as experiências vividas e o contexto que envolve essa forma de arte- protesto.
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